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      <title><![CDATA[PORTFÓLIO - gcdamor.webnode.page]]></title>
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      <pubDate>Mon, 04 May 2009 15:03:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[Desiderata (Autor desconhecido)]]></title>
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         <description><![CDATA[Autor Desconhecido
Achado na igreja de Saint Paul, em Baltimore, 1692
"Vá calmamente, entre o barulho e a pressa, e lembre-se da paz que somente existe no silêncio.

Na medida do possível, e sem se atraiçoar, tenha boas relações com todas as pessoas.

Diga a sua verdade quieta e claramente. Ouça os outros, mesmo os obtusos e ignorantes. Eles também têm uma estória a contar.

Evite as pessoas ruidosas e agressivas. Elas são tormentos para o espírito.

Se você se comparar aos outros, você se...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 15:03:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[Canto de Natal (Manuel Bandeira)]]></title>
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         <description><![CDATA[O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 15:01:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[O bicho (Manuel Bandeira)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/o-bicho-manuel-bandeira-/</link>
         <description><![CDATA[Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 15:00:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
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         <title><![CDATA[Canção do Exílio (Golçalves Dias)]]></title>
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         <description><![CDATA[Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:59:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[A rosa de Hiroxima (Vinícius de Moraes)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/a-rosa-de-hiroxima-vinicius-de-moraes-/</link>
         <description><![CDATA[Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:58:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[A bomba (Carlos Drummond de Andrade)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/a-bomba-carlos-drummond-de-andrade-/</link>
         <description><![CDATA[A bomba
é uma flor de pânico apavorando os floricultores
A bomba
é o produto quintessente de um laboratório falido
A bomba
é estúpida é ferotriste é cheia de rocamboles
A bomba
é grotesca de tão metuenda e coça a perna
A bomba
dorme no domingo até que os morcegos esvoacem
A bomba
não tem preço não tem lugar não tem domicílio
A bomba
amanhã promete ser melhorzinha mas esquece
A bomba
não está no fundo do cofre, está principalmente onde não está
A bomba 
mente e sorri sem dente
A bomba
vai a...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:57:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[Retrato (Cecília Meireles)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/retrato-cecilia-meireles-/</link>
         <description><![CDATA[Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:57:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Mãos dadas (Carlos Drummond de Andrade)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/m%c3%a3os%20dadas%20%28carlos%20drummond%20de%20andrade%29/</link>
         <description><![CDATA[Não serei o poeta              de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:56:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[José (Carlos Drummond de Andrade)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/jose-carlos-drummond-de-andrade-/</link>
         <description><![CDATA[E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:54:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[Os ombros suportam o mundo (Carlos Drummond de Andrade)]]></title>
         <link>https://gcdamor.webnode.page/news/os-ombros-suportam-o-mundo-carlos-drummond-de-andrade-/</link>
         <description><![CDATA[Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam...]]></description>
         <pubDate>Mon, 04 May 2009 14:53:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PORTFÓLIO]]></category>
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